O Instituto Gamaleya, responsável pela vacina russa Sputnik, atrasou pela quinta vez a entrega de dados críticos do imunizante a técnicos da Organização Mundial da Saúde.

Sem esses dados, a OMS não tem condições de analisar a segurança, a eficácia e a qualidade da Sputnik. (O governo russo comprometeu-se a entregar os dados porque pretende participar do consórcio Covax.)

O governo russo e seus representantes internacionais, como é o caso da União Química no Brasil, não apresentaram esses dados mínimos a nenhuma agência sanitária de referência. A Anvisa aguarda a documentação há meses.

Apesar das dúvidas que permanecem sobre a segurança e a eficácia da vacina, o Ministério da Saúde fechou contrato para comprar dez milhões de doses do imunizante. O consórcio Nordeste, que reúne governos da região, firmou contrato para comprar 37 milhões de doses.