As respostas detalhadas da equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral às recomendações do Ministério da Defesa sobre as urnas eletrônicas calaram assessores e militares de alta patente da pasta. Após as primeiras horas do movimento, generais não sabiam como lidar com o documento.
Um deles dizia se sentir enquadrado por uma briga que nunca deveria ter chegado às Forças Armadas. Estava incomodado com a postura “belicosa” do general Paulo Sérgio Nogueira, chefe da pasta. Irritado com perguntas que chegam de todos os lados, afirmou que ele e seus colegas deveriam se preocupar mais com o orçamento das três Forças, e não com “baboseiras” sobre as urnas. “Tá sobrando tanque, né?”, escreveu, impaciente com o atual estado de coisas.
Esse militar e um colega de alta patente, engenheiro de formação na Aeronáutica, que também trabalha em Brasília, comentavam há pouco que, após a resposta mais recente do TSE, a Defesa e seu titular deveriam ficar em silêncio. “Se falar, só vai piorar”, disse o militar da Aeronáutica.
Abaixo, a íntegra da resposta do TSE.

