Técnicos da linha de frente do combate à pandemia no SUS e gestores dos estados imploram à cúpula do Ministério da Saúde para que o governo federal coordene o impossível: um lockdown nacional. Somente medidas severas de distanciamento social, avaliam, podem diminuir o avanço devastador do coronavírus nas próximas semanas.

Especialistas atribuem peso maior à livre circulação de pessoas como causa provável da situação calamitosa do Brasil. A contribuição da variante de Manaus é relevante, mas secundária diante da movimentação normal de parte expressiva dos brasileiros.

Todos avaliam que, do ponto de vista sanitário, de contenção efetiva do vírus, as ações de restrição tomadas até agora são insuficientes – como, de resto, os principais indicadores já indicavam. Para piorar, mesmo essas medidas são desrespeitadas pela população.

Sem mecanismos claros de fiscalização e punição a quem descumpre mesmo as determinações mais simples de restrição, não há o que fazer, além de trabalhar em hospitais lotados e escolher quem entra nas UTIS – e escolher, também, quem vive e quem morre.

Os gestores e técnicos pedem, no mínimo, que haja uma coordenação nacional para orientar estados e municípios.