A declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que “está na mão dele, agora a decisão é dele” logo depois de apresentar o novo arcabouço fiscal a Lula evidenciou sua contrariedade com a reunião que teve com presidente.
No encontro, após sua explanação sobre as novas regras fiscais, Haddad ouviu de Lula que procure outros economistas, para além dos da Fazenda, e que sejam ligados ao PT, indicados por parlamentares, antes de apresentar o plano à imprensa.
Auxiliares de Lula juram que o pedido foi uma forma de envolver a sociedade e dar força política à proposta. Mas, para interlocutores de Haddad, o pedido não caiu bem porque era algo que o ministro já estava fazendo.
Fernando Haddad procurara aliados no Congresso —teve uma conversa com Arthur Lira— e de fora da Fazenda, como o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, antes de conversar com o presidente.
O que pareceu a gente próxima do ministro foi que Lula quer a opinião de gente mais à esquerda e do PT antes de bater o martelo a respeito da proposta. É este pessoal que baterá no plano, seja ele qual for.

