Lula deu um indicativo de como e em que ordem poderá ser sua decisão sobre o futuro da Procuradoria-Geral da República, para o Supremo Tribunal Federal e para a Funasa (Fundação Nacional de Saúde).
Ao defender a interlocutores que a bilionária Funasa fique com os partidos do centrão —referindo-se ao PSD, PP e Republicanos—, Lula disse que o PT não deveria reivindicar nada no órgão porque já será atendido na PGR e no Supremo.
Aliados do presidente vinham pedindo que o comando da Funasa fosse entregue a petistas ou a seus indicados porque é um órgão bilionário e que, com a Saúde, define estratégias fundamentais para a área.
O chega para lá de Lula, porém, foi entendido como um indicativo de que as escolhas para a PGR e para o Supremo virão antes de quem controlará a Funasa. Também de que suas escolhas agradarão à militância petista. Ou não.
Uma parte do PT defende, por exemplo, a escolha de uma mulher preta para o STF. Outros querem o advogado-geral da União, Jorge Messias. E há um terceiro grupo que vê vantagem na eventual escolha de Flávio Dino (Justiça) (mais aqui e aqui).
Ao mesmo tempo, Lula pediu ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que trabalhe na recepção da casa para aprovar com margem grande de voto sua futura indicação. A votação da reforma tributária, apesar de aprovada, não foi na quantidade esperada.
Apesar da determinação ao líder do governo, diz uma fonte inteirada das movimentações, não houve indicação de nome. Lula apenas determinou que seja feito um trabalho para evitar problemas sobre o tema com os senadores.

