Recentemente, o governo fez chegar à senadora Tereza Cristina (PP-MS) o encantamento de Lula com o trabalho deixado pela ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro.

Ela deixou um mapa de terras que podem ser usadas para assentamentos. Segundo os dados levantados pela então ministra, no Brasil há 90 milhões de hectares de terra que podem ser usados para a reforma agrária.

Atualmente no PP, Tereza Cristina passou por PSB e PSDB. No governo de Bolsonaro ela era vista como uma das poucas pessoas do primeiro escalão capaz de dialogar com os mais variados espectros políticos. Permanece assim. É considerada uma aliada eventual.

O trabalho deixado pela senadora serviu de base para os trabalhos do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, no desenvolvimento de políticas de assentamento.

Neste momento, porém, falta é dinheiro para tirar do papel. Ter uma área com disponibilidade para uso da reforma agrária não significa simplesmente entregar para famílias sem terra.

Além do processo trabalhoso que é mapear quais terras podem ser usadas, é preciso dinheiro para indenizar eventuais proprietários ou para financiar os pequenos agricultores. E, agora, o principal insumo em falta é dinheiro.