Por motivos diferentes, tão logo seja confirmado que haverá segundo turno, Simone Tebet será procurada pelas campanhas de Lula e de Jair Bolsonaro. Tebet tem entre 4% e 5% das intenções de voto, de acordo com as pesquisas.
Lula acredita haver uma chance de Tebet apoiá-lo no segundo turno. Já a campanha de Bolsonaro vai tentar convencê-la a optar pela neutralidade: não há esperança que ela apoie o presidente.
Tebet chegou a dizer no fim de junho que, se não for ao segundo turno, não ficará “assistindo [às eleições] na sala, na frente de uma TV”.
“Eu estarei em um palanque eleitoral defendendo a democracia e defendendo as propostas que possam efetivamente tirar o país dessa vergonhosa estatística de ser um dos países mais desiguais do mundo”, afirmou ao G1.
A declaração animou Lula, que pediu a seus aliados que só procurem Tebet após as eleições. Qualquer movimento antes disso seria um desrespeito à candidata. Para o petista, a aproximação precisa ser cuidadosa para não colocar uma aliança a perder.
Tebet evita dar pistas do que fará. Mas admitiu a aliados que não vai declarar voto em Bolsonaro.
Já Ciro Gomes, avaliam as equipes de Lula e Bolsonaro, vai optar pela neutralidade. Para os auxiliares de Bolsonaro, isso é visto como uma ajuda a sua candidatura.

