Embora faça muitos gestos aos bolsonaristas dentro do PL e insista em ter Jair Bolsonaro em contato com os correligionários, Valdemar Costa Neto tem procurado deputados reeleitos do partido que não pretendem fazer oposição ao governo Lula. Não quer perdê-los.

Segundo um deputado da legenda, parte considerável da bancada prefere de negociar com o governo —e obter os louros da interlocução—, a fazer uma oposição ideológica, como é o caso dos bolsonaristas, e ficar sem qualquer naco de poder.

Segundo este deputado, a conta é simples: dos 99 deputados que tomarão posse nesta quarta-feira (1º), cerca de 60 têm o perfil típico do PL – ou seja: são políticos profissionais que apoiaram todos os governos recentes. Os que estão no primeiro mandato, ou vieram na esteira de Bolsonaro desde 2018, não chegam a 40.

Valdemar ouviu de um aliado que, se forçar a barra para o PL fazer oposição pela primeira vez na vida, as chances de uma debandada dos profissionais são grandes. Não é o que quer o dono do PL. Uma bancada menor prejudicaria negociações por espaço na Câmara.

A expectativa é que o PL libere seus parlamentares para fazerem o que quiserem.