O ex-presidente Lula se movimenta para acumular força política suficiente para derrotar Jair Bolsonaro nas eleições do ano que vem. Para isso, tem a ajuda de políticos, ex-ministros e empresários para se reaproximar de segmentos da sociedade que se afastaram dele durante o governo de Dilma Rousseff.

Para voltar a falar com empresários, o petista tem ao seu lado o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, que tem marcado reuniões por vídeo. O PT também espera a colaboração de Luiza Trajano para uma aproximação com vários líderes do setor privado. O ex-presidente também espera contar com Josué Gomes, filho do seu vice-presidente José Alencar e candidato a presidente da Fiesp.

A restauração do diálogo militares é tarefa dos ex-ministros da Defesa Nelson Jobim e Jaques Wagner, senador que mantém boa interlocução com generais quatro estrelas. Lula repete que foi o presidente que mais investiu para equipar as Forças Armadas.

Os evangélicos formam o segmento mais fiel a Bolsonaro, mas o PT escalou os deputados federais Benedita da Silva e Alexandre Padilha, ambos evangélicos, para compreender o fenômeno que distanciou esse grupo do partido. Lula, contudo, tem dito que não quer contato com o pastor Silas Malafaia, da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

Lula também tem conversado com integrantes dos mais diferentes espectros políticos, como Gilberto Kassab, Renan Calheiros, Paulinho da Força e Rodrigo Maia, de quem sempre foi adversário na política. O ex-presidente acredita que vai convencer os diversos segmentos que ele atua no campo democrático e de centro-esquerda.