Começa a se formar a divisão na disputa pela presidência da Câmara, no início de 2025. Os alinhamentos entre as duas principais candidaturas à sucessão de Arthur Lira indicam potenciais conflitos no futuro próximo.

Aliados do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), reconhecem que seu candidato à sucessão é seu companheiro e operador Elmar Nascimento (União Brasil-BA). Com ele, a relação entre governo e Câmara seria muito parecida como é hoje com Lira.

A relação entre o Palácio do Planalto e Lira, apesar de aparentemente boa, é ainda movida por desconfianças, segundo um aliado do deputado. Por isso, o governo incentiva indiretamente uma candidatura diferente.

Na negociação para ter o Republicanos na base do governo, a articulação política de Lula jogou na mesa a possibilidade de apoio ao deputado Marcos Pereira, presidente da sigla, na disputa pelo comando da Câmara.

Pereira é vice-presidente da casa e tem boa relação com Lira. Mas, como observa um aliado de Lira, a aproximação com o governo, a titularidade do Ministério de Portos e Aeroportos e cargos na Funasa fariam de Pereira e do Republicanos independentes apenas no discurso.

Além dos dois, os deputados Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Felipe Carreras (PSB-PE) querem ser candidatos, mas têm chances menores.

Isnaldo é do MDB, que deve ter candidato à presidência do Senado, o que dificultaria sua vida, já que ninguém quer um partido comandando as duas casas.

Carreras é uma espécie de segundo Elmar Nascimento, um parlamentar muito próximo de Arthur Lira.