Passou despercebida a visita do aiatolá Reza Ramazani ao Brasil. Na última semana, ele desembarcou em São Paulo para um encontro com a comunidade muçulmana.

A vinda do Aiatolá, que é secretário-geral da Assembleia Mundial dos Ahl al-Bayt, não teve nenhum destaque no site da embaixada do Irã no Brasil. Em São Paulo, Ramazani discursou e disse que os muçulmanos não devem se calar diante da injustiça, da escravidão e do imperialismo em referência aos Estados Unidos e Israel. O iraniano já fez elogios públicos a pessoas e grupos considerados terroristas por países ocidentais.

Segundo a agência iraniana AhlulBayt News, única a noticiar a visita, o aiatolá foi convidado por muçulmanos para participar da conferência internacional “Islã: Religião do Diálogo e da Vida”.

Antes do Brasil, Ramazani passou pela Venezuela, onde se encontrou com o ditador Nicólas Maduro. Oficialmente, eles trataram das relações diplomáticas e comerciais entre os países, em especial no setor energético e de petróleo.

A presença de Ramazani em São Paulo ocorre ainda em meio a dúvidas sobre uma base clandestina do Irã em São Paulo, noticiada pelo Bastidor. Suspeita-se da presença de agentes e ativos a serviço do aparato de inteligência do Irã em território brasileiro escamoteada por uma rede de empresas de fachada, com uso de laranjas e endereços falsos.

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