O Ministério de Relações Exteriores condenou as explosões de dispositivos eletrônicos que mataram ao menos 26 pessoas e feriram mais de 2,5 mil no Líbano desde terça-feira (17). O ataque, ainda de autoria desconhecida, atingiu pagers e walkie talkies de integrantes do grupo terrorista Hezbollah. Entre os mortos estaria a filha de 9 anos de um líder da facção.

Para o Itamaraty, o atentado aumenta as tensões na região e amplia o risco de os conflitos armados no Oriente Médio se intensificarem. Ainda sem provas, o governo do Líbano atribui as explosões a Israel, que não se pronunciou.

Na terça-feira foram registradas explosões de pagers, equipamento da década de 1990 que recebia mensagens de texto. Nesta quarta-feira foram registradas explosões de walkie talkies, aparelhos de rádio comunicação mais antigos ainda.

Tanto os pagers quanto os rádios foram distribuídos pelo Hezbollah a integrantes do grupo responsáveis por promover protestos e outros atos com grande concentração de pessoas, por considerarem smartphones inseguros, passíveis de localização por Israel.

Na nota, o ministério também pede que seja cumprido o cessar-fogo que deu fim à Guerra do Líbano, em 2006. Mas reconhece que os esforços internacionais para impedir a escalada da violência na região têm sido inócuos. Ainda segundo a pasta, a Embaixada do Brasil em Beirute não tem registros de brasileiros mortos ou feridos.

O Brasil possui uma das maiores comunidades de libaneses e descendentes do mundo. Cerca de 3,2 milhões de pessoas, de várias etnias e religiões, vivem no país.