A maior evidência da dificuldade de Ciro Gomes dentro do próprio partido, o PDT, é a disposição de três dos cinco pré-candidatos a governos estaduais de dar palanque ao ex-presidente Lula.
Ciro definiu o petista como seu principal adversário por considerar que o presidente Jair Bolsonaro nem estará no segundo turno. Ter seus correligionários dispostos a dar palanque a seu adversário ainda no primeiro turno é fonte de constante incômodo entre o ex-governador e dirigentes da legenda.
Weverton Rocha, do Maranhão; Rodrigo Neves, do Rio de Janeiro; e Edvaldo Nogueira, do Sergipe, pretendem ter palanque duplo, dando a Lula espaço para campanha em seus respectivos estados. O PDT até agora não autorizou nem proibiu o movimento.
Os únicos pré-candidatos a governador que não têm a mesma disposição que seus colegas é do Rio Grande do Sul, Romildo Bozan Júnior, e do Ceará, muito provavelmente Roberto Cláudio. No Rio Grande do Sul, o PDT é historicamente adversário do PT; e, no Ceará, o pré-candidato é cria política dos Ferreira Gomes.

