Passou a ser cada vez mais comum comentários de estranhamento sobre o comportamento de Lula neste terceiro mandato. O presidente tem recebido menos aliados e, quando recebe, o comportamento é outro. Um exemplo foi a reunião do Conselhão durante a semana, diz um empresário ao Bastidor. O presidente não perdeu muito tempo no encontro.
Não é a primeira vez que o Bastidor recebe esses relatos. O mesmo empresário, que esteve com Lula em outros momentos ao longo de 2023, percebeu que o presidente está mais lento. Quem olha de fora, diz, tem a sensação de que ele está isolado dentro do governo.
Ainda de acordo com o membro do Conselhão, o presidente parece estar sem paciência para o PT, para o Congresso e para o empresariado. “Ele nunca gostou das reuniões burocráticas, mas gostava de assistir a um debate, sabia provocar uma disputa de ideias e extrair algo”, explica. “Agora parece que ficou sem saco.”
A consequência, para esse aliado, é a evidente dificuldade com o Congresso, ora infringida pelo presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL); ora pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
O empresário não quis especular os motivos de Lula estar diferente de seus dois outros mandatos.

