Na rodada de conversas de líderes partidários com o presidente Lula esta semana será incluída a possibilidade de uma minirreforma ministerial – além dos pedidos de liberação de emendas parlamentares e indicações para cargos de segundo e terceiro escalões, claro.

O assunto tem sido evitado nesses primeiros meses de gestão. O governo deve esperar ao menos até a votação do novo arcabouço fiscal para avaliar se há a necessidade de mudanças.

A bancada do União Brasil na Câmara, por exemplo, pretende reforçar ao ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), a insatisfação com o espaço dado à legenda no governo.

Apesar de ter três ministérios (Comunicações com Juscelino Filho, Turismo com Daniela do Waguinho e Desenvolvimento Regional com Waldez Góes), a maioria dos 59 deputados federais do partido se sente pouco representada no primeiro escalão.

O Bastidor já mostrou que o União Brasil vê no pedido de desfiliação de Daniela uma oportunidade de o governo melhorar a relação com o partido, pois abriria espaço para uma indicação direta do substituto pela bancada na Câmara.

Além do União Brasil, Lula vai se encontrar com lideranças do MDB, PSD e PSB que, embora aliadas, foram contra o PT na votação que derrubou decretos de Lula sobre o marco do saneamento.