Ainda não está sacramentada a saída de Ricardo Cappelli do governo, mesmo com a sua permanência no ministério da Justiça praticamente descartada.
Como antecipou o Bastidor, Lula impôs ao novo ministro, Ricardo Lewandowski, nomes que deveriam continuar, como o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos, e outros ligados ao PT.
A exigência do presidente não se repetiu quando a discussão girou em torno de Cappelli e de indicados pelo PSB, como Augusto de Arruda Botelho e Elias Vaz.
Lula não faz questão de manter os aliados de Dino e trata a indicação do ex-ministro ao Supremo Tribunal Federal como uma recompensa à lealdade e à forma como conduziu as reações ao 8 de janeiro.
Cappelli pediu férias e Dino fica até 1º de fevereiro no comando do ministério. O tempo, diz um aliado de ambos, será usado para tentar encaixar o ainda secretário-executivo em algum espaço. Cappelli tem pretensões eleitorais e quer uma vitrine.
Haverá, ainda, um período de transição que dá a Dino e Cappelli mais tempo para articular uma solução. Dos nomes do PSB no ministério, Cappelli é o que mais tem tido respaldo do partido para permanecer no governo.

