O União Brasil, resultado da fusão do PSL com o DEM, tem dado esperança a quase todos os candidatos da chamada terceira via. Mais do que estratégia eleitoral para se manter no jogo até que o cenário eleitoral fique mais claro, trata-se de divisão interna sobre os rumos que a nova legenda deve tomar.

Bastidor já mostrou que há movimentação do partido para manter o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, com a promessa de que sua candidatura para presidente seria mais competitiva. O movimento é liderando pelo presidente da nova legenda, o deputado Luciano Bivar.

Também mostrou que há um namoro com Sergio Moro, entre seus entusiastas Bezzella Júnior e Delegado Waldir, ambos do PSL, e, agora, com tucano Eduardo Leite, caso ele saia em novembro vencedor da disputa interna com João Doria.

Ao mesmo tempo que tenta seduzir Pacheco, ACM Neto, ex-presidente do DEM e secretário-geral do União Brasil, tem dito que qualquer conversa com outras legendas passa pela garantia de que Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde de Jair Bolsonaro, será o candidato a vice.

De acordo com lideranças do novo partido, porém, qualquer decisão só será tomada no início do ano que vem, quando o cenário político-eleitoral ficará mais claro e facilitará a tomada de decisão.