A União Química pediu à Anvisa o uso emergencial no Brasil da vacina Sputnik sem cumprir os requisitos mínimos da agência. O laboratório entrou com o processo ontem (sexta) à noite – ou seja, no auge da comoção pública com o colapso da saúde em Manaus e em meio às críticas ao governo federal pela ausência de vacinas no país.
Para submeter o pedido de uso emergencial, é preciso haver os estudos da fase três em andamento no Brasil. A União Química não começou essa etapa dos testes. Também é preciso haver reuniões prévias com a Anvisa – o que não aconteceu.
Essas exigências não são burocracias irrelevantes ou propositalmente protelatórias. São práticas basilares de qualquer órgão sério de vigilância sanitária.
A Anvisa deve pedir em breve ao labotatório e seu parceiro russo para cumprir esses requisitos elementares antes de começar a análise do uso emergencial.

