Na base governista do Senado já está pacificada a unificação das sabatinas de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF) e de Paulo Gonet para a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Embora o tempo até a votação em plenário seja escasso, não é esse o motivo principal da escolha. Com os dois sabatinados ao mesmo tempo, a margem de atuação da oposição bolsonarista contra Dino é menor, na avaliação dos lulistas do Senado.
O argumento oficial é que já houve sabatinas de indicados para outros tribunais que ocorreram simultaneamente.
A manobra foi conduzida por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que detalhou o plano quando esteve com Lula.
A conversa ocorreu dias antes das indicações do petista para o STF e a PGR. Na ocasião, o senador e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disseram que o nome de Dino, dos cotados para o STF, era o que encontrava maior resistência. Foi nesse contexto que Alcolumbre citou a possibilidade de unificação das sabatinas.
Alcolumbre ainda não decidiu definitivamente, mas aliados como Weverton Rocha (PDT-MA), responsável pelo parecer favorável à aprovação de Dino, dá como certo que as sabatinas serão unificadas.

