Alardeada como solução pelo presidente Jair Bolsonaro e por Eduardo Bolsonaro, a vacina brasileira ainda é um sonho distante – quase um delírio.

O presidente mencionou ontem a vacina “coordenada” pelo astronauta Marcos Pontes, ministro da Ciência e Tecnologia. Eduardo Bolsonaro, num vídeo em que manda sabe-se lá quem enfiar as máscaras no rabo, disse que Israel pode ajudar nas vacinas brasileiras. (Israel, na verdade, vacinou sua população com o imunizante da Pfizer.)

Marcos Pontes nada coordena. As vacinas citadas são objeto de estudo inicial na Universidade Federal de Minas Gerais. Estão em testes de primeiro estágio. Não se sabe sequer a plataforma que pode vir a ser usada.

É possível que os pesquisadores consigam avançar, caso tenham financiamento, tempo (muito tempo) e ajuda de laboratórios.