Dos Estados Unidos, Jair Bolsonaro tenta administrar a crise familiar de ciúmes que envolve o futuro político de sua mulher, Michelle, e seus filhos. Mas Valdemar Costa Neto não está nem aí. Vai aconselhar Michelle, presidente da seção mulher de seu PL, a manter em mente a disputa eleitoral de 2026. Vai jogar a semente do mal na família.

Ele vai garantir à ex-primeira-dama que ela só não será candidata se não quiser. Segundo interlocutores de Valdemar, ele vai aconselhar a mulher de Bolsonaro a ser discreta até lá e a dar sinais contrários para acalmar Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro.

Dos três filhos políticos, apenas Carlos não é filiado ao PL – Flávio Bolsonaro é senador pelo Rio e Eduardo é deputado por São Paulo. Valdemar acha que Michelle pode disputar o Senado pelo Distrito Federal.

De maneira mais estravagante, Valdemar chegou a sugerir a ex-primeira-dama para presidente. Não caiu bem. Os filhos se consideram os verdadeiros e únicos herdeiros do bolsonarismo.

O próprio Bolsonaro tem um trauma. Ao disputar para deputado federal em 1990, ele deixou a então mulher, Rogéria, mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, no mandato de vereador do Rio de Janeiro. Ela não queria lhe prestar contas. Eles se separaram.

Em 2000, Bolsonaro colocou um dos filhos, Carlos, para concorrer contra a própria mãe. Ficou escaldado.