Um grupo ainda restrito de petistas e outros poucos de legendas aliadas começou a discutir o que fazer se Lula começar a guiar o governo para a ingovernabilidade. O motivo, já tratado aqui no Bastidor: as dificuldades de assessores para lidar com o presidente.
São cada vez mais comuns os relatos de grosserias e descomposturas de Lula com seus auxiliares – e até aliados – sempre que se introduz um tema desconfortável na conversa.
Segundo um deputado do PT, uma das poucas lideranças com acesso quase ilimitado a Lula é a presidente da legenda, Gleisi Hoffmann. Ela mesma só mantém a circulação porque aprendeu a contornar os rompantes do petista.
Temas sensíveis são: Janja Silva e seu papel no governo; os ataques contra adversários, como Sergio Moro; e conselhos sobre governabilidade.
Muitos aliados, alguns ministros, já tentaram abordar os assuntos, mas foram interrompidos e espinafrados.
Atribui-se a postura de Lula à sua idade, a seu retorno à Presidência da República para o terceiro mandato e até à ausência de pessoas que, ao ascender ao poder com ele, o olhavam de igual para igual.
O presidente, porém, fez questão de afastar os que caíram nos escândalos de corrupção. Disse que o governo precisava de renovação e novidade. Mas, ao olhar para todos de cima para baixo, falta quem lhe diga verdades.

