A ida de Jair Bolsonaro a Londres e a Nova York para gravar imagens para sua campanha deu errado. Nesta quinta-feira (22), o ministro Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu o uso das imagens do discurso do presidente na Assembleia Geral da ONU em sua propaganda eleitoral.

Na última segunda-feira, o TSE já tinha proibido Bolsonaro de usar em sua propaganda imagens de um discurso feito na sacada da Embaixada do Brasil em Londres. O presidente foi à Inglaterra para o funeral da rainha Elizabeth II, mas fez campanha.

Na decisão desta quinta, Gonçalves atendeu a um pedido feito pela campanha de Ciro Gomes (PDT). No seu entendimento Bolsonaro não pode usar a posição de chefe de Estado para fazer campanha, pois isso o coloca em posição privilegiada perante os concorrentes. Caso descumpra a ordem, a campanha de Bolsonaro terá de pagar multa diária de R$ 20 mil.

“A utilização das imagens na propaganda eleitoral seria tendente a ferir a isonomia, pois faria com que a atuação do Chefe de Estado, em ocasião inacessível a qualquer dos demais competidores, fosse explorada para projetar a imagem do candidato”, avaliou o ministro.

O presidente também foi proibido de usar vídeos e fotos das comemorações do Bicentenário da Independência nas peças de campanha. No dia, ele convocou apoiadores para participarem do desfile cívico-militar em Brasília, que foi transformado em comício de sua campanha.