Apesar da tranquilidade no Senado, onde tem maioria, Lula vem pedindo a seus articuladores na casa que não negligenciem a tramitação da reforma tributária. Há o temor de que haja grandes alterações no texto ou que a oposição consiga atrasar o andamento do projeto.
Lula incumbiu o ministro Fernando Haddad (Fazenda), os líder do PT, Jaques Wagner (PT-BA), e o do governo, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), de atuarem em conjunto como relator, Eduardo Braga.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tem dito que o projeto será aprovado até outubro. Como estão previstas mudanças no texto saído da Câmara, a reforma deve voltar para a análise dos deputados.
Entre as alterações dadas como certas no Senado estão a retirada da possibilidade de criação de impostos por prefeitos e governadores, um meio de compensar eventual perda de arrecadação; e a prorrogação das isenções fiscais até 2032 para montadoras de carros no Norte e Nordeste.
O relator Eduardo Braga (MDB-AM) tem conversado com colegas, apesar do recesso parlamentar e de a PEC sequer ter chegado ao Senado. Trata-se de uma estratégia para evitar mudanças no espírito do projeto.

