O general Eduardo Villas Bôas deixou o cargo que ocupava no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. A saída do militar foi “a pedido” e publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

O general ocupava o cargo de assessor especial do chefe do GSI, Augusto Heleno. O Portal da Transparência mostra que Villas Bôas recebia cerca de 13 mil reais mensais pela função – fora a aposentadoria do Exército de 33 mil reais.

Villa Bôas notabilizou-se por uma postagem no Twitter, em 2018, quando era comandante do Exército, em que pressionava o Supremo Tribunal Federal a manter a ineligibilidade do ex-presidente Lula, que tentava ser candidato apesar de estar preso.

O post inaugurou a onda de chefes militares que usam as redes sociais para se manifestar sobre política. Logo após a eleição, Villas Bôas foi nomeado por Jair Bolsonaro assessor da Presidência. Antes disso, foi comandante do Exército de 2015 ao final de 2018.

Villas Bôas tem Esclerose Amiotrófica Lateral (Ela), uma doença degenerativa.

O Bastidor procurou o GSI, a Casa Civil e o Instituto Villas Bôas para saber os motivos da exoneração e quais funções ele exercia junto a Augusto Heleno. Nenhuma das entidades respondeu.