A deputada estadual Rosa Amorim, do PT de Pernambuco, está na Venezuela para acompanhar, como fiscal, o que o regime de Nicolás Maduro chama de consultas populares nacionais. Uma delegação do MST também prestigia as consultas, cujo lema é “Aqui o povo manda!”.

Nas redes sociais, ela publicou um vídeo ao lado de Maduro, em que diz levar o carinho dos pernambucanos e dos brasileiros ao ditador. Em dado momento, Rosa grita empolgada “Viva Maduro!” e “Viva o levante popular!”.

Pequena parte da população da Venezuela, pouco mais de mil pessoas, não pode participar do “levante”, nem da consulta, porque está presa após participar de protestos contra a eleição fraudada de Maduro.


Reeleito em um pleito fraudulento e não reconhecido pela maioria dos países, Maduro voltou-se para uma suposta consulta às comunas do país – formas de organização social baseadas na autogestão – para estabelecer também supostas prioridades de investimentos.

Desde 28 de julho, o governo Lula mantém uma posição intermediária sobre as eleições na Venezuela: não reconheceu o resultado (como Rússia, Cuba e China), nem disse que foi uma fraude (posição de Estados Unidos e diversos países). O Brasil exigiu a apresentação das atas de votação como condição para reconhecer a vitória, o que Maduro não fez e não vai fazer.

Isolados em relação à posição sobre a Venezuela, os presidentes de Brasil e Colômbia defendem que a checagem das atas eleitorais seja feita por representantes de Maduro e da oposição, e não por uma auditoria independente. O presidente Lula voltou a sugerir que Maduro faça uma nova eleição, desta vez limpa.

Se depender de Rosa Amorim, Lula pode esquecer o novo pleito.

Veja fotos da deputada na Venezuela: