O depoimento do ex-chefe da Secretaria da Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, ainda está sendo dado aos senadores da CPI da Pandemia, mas o presidente Jair Bolsonaro já disse a aliados que viu um comportamento desastrado hoje, quarta-feira 12 de maio.

Na visão de Bolsonaro, foram péssimas as contradições sobre as conversas que Wajngarten teve com representantes da Pfizer. O presidente também não gostou da negação do ex-chefe da Secom sobre a campanha “O Brasil não Pode Parar”.

O experiente Ciro Nogueira, um dos líderes do centrão no Congresso e integrante da tropa de choque na CPI, também irritou Bolsonaro. O senador se limitou a dizer que uma pesquisa em seu site indicou que as pessoas estão mais interessadas em saber se há corrupção no combate à pandemia.

A população, segundo Nogueira, tem menos interesse em saber se Bolsonaro erra ao indicar o uso da cloroquina, medicamento sem eficácia comprovada para tratar a covid. Para o presidente, o senador não ajuda o governo a escapar do desgaste na comissão.

O desempenho do senador Marcos Rogério foi igualmente condenado por Bolsonaro. O parlamentar afirmou que a demora para comprar vacinas da Pfizer ocorreu porque dependia de aprovação do Senado, mas uma medida provisória resolveria. Esse comentário reforça a ideia de o governo ter sido lento na crise sanitária. A MP foi publicada somente no início deste ano.