O presidente do PL, Valdemar Costa Neto expulsou do partido o deputado Yuri do Paredão, aquele que posou para fotos com Lula, dois ministros e até fez o L. Apesar de radical, a decisão é boa para os dois. Valdemar não agrada aos bolsonaristas do partido e Yuri fica livre para buscar outra legenda.
Desde o ano passado o PL é um partido dividido entre os parlamentares do Centrão e bolsonaristas. As duas alas estão em conflito. Bolsonaristas não aceitam que ninguém do PL vote a favor do governo Lula; já os mais tradicionais querem aderir ao governo e obter cargos – é o caso de Yuri.
Expulso, Yuri do Paredão está livre para se filiar ao partido que quiser. Não terá de esperar pela janela partidária, quando parlamentares podem trocar de legenda sem punição. A próxima será no ano que vem.
Como mostrou o Bastidor, a insistência nas divergências é, na avaliação de um deputado do PL, uma estratégia de alguns colegas descontentes para serem expulsos. Assim, eles poderiam trocar o PL por partidos da base governista sem prejuízo. Yuri é o primeiro deles a conseguir isso.
Os bolsonaristas queriam que Valdemar suspendesse Yuri, que ficaria impedido de participar de comissões na Câmara, de ter acesso ao fundo partidário ou ter representações no seu diretório estadual. Ele se tornaria um zumbi até a próxima janela.
Dono do PL, Valdemar se equilibra: não quer que seus integrantes deixem de ter cargos no governo, nem perder os bolsonaristas, que fazem número e lhe garantem o maior fundo partidário entre todos.
Yuri do Paredão comemorou a expulsão com um vídeo nas redes sociais. “Sigo como deputado federal defendendo a democracia, fazendo política com diálogo, sem radicalismo, com tolerância e defendendo as ações dos governos que tragam melhorias para o povo brasileiro”.

