A investigação da Polícia Federal sobre a venda de decisões no Tribunal Regional Federal da Primeira Região chegou a processos que envolvem a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel. Sob sigilo, policiais se debruçam sobre suspeitas em casos que tramitaram no TRF1 e beneficiaram empresas de energia, em detrimento da Aneel.
As suspeitas sobre as empresas de energia ocorrem após a busca e as quebras de sigilo do advogado Ravik Bello Ribeiro, alvo da operação Habeas Pater. Ele é filho do agora ex-desembargador Cândido Ribeiro. Ambos são suspeitos de vender uma decisão a um integrante de uma organização internacional de tráfico de drogas.
A conexão com a Aneel, ainda sob investigação inicial, vem do avanço sobre pessoas próximas ao advogado Ravik. Ele foi sócio do ex-presidente do TRF1 Fernando Tourinho Neto. Tourinho Neto e o advogado Bruno Bittar atuam juntos no TRF1. E se destacam precisamente em casos que envolvem o setor de energia. Alguns desses casos estão sendo averiguados pelos investigadores.
Como o Bastidor noticiou, além da conexão com o setor de energia, a PF também descobriu que Bittar tem relações indiretas com o doleiro Dario Messer. Um irmão de Bittar é sócio de uma personal trainer que já foi usada como laranja nos esquemas de Messer. Agora, os investigadores esquadrinham essas ramificações para saber a extensão das atividades ilícitas do grupo de Ravik.

