O Tribunal Regional Federal da 4ª Região aguarda desde junho decisão de Jair Bolsonaro sobre quem será o novo desembargador da corte. Disputam a vaga Alaim Giovani Fortes Stefanello, pelo Paraná, Ana Cristina Ferro Blasi, por Santa Catarina, e Marcelo Machado Bertolucci, pelo Rio Grande do Sul.
Bertolucci é o preferido do TRF4 – teve 24 votos, contra 15 de Stefanello e 14 de Blasi – e é bem cotado para a vaga por ter o apoio do ex-ministro Onyx Lorenzoni.
Em seguida vem Blasi, apoiada por Karina Kufa, que advogou para Jair Bolsonaro na campanha à presidência e no começo da gestão, mas está mais afastada do grupo de apoiadores do presidente.
Correndo por fora está Stefanello, advogado da Caixa e preferido dos bolsonaristas. Ele tem o apoio de antigos colegas de banco e do governador do Paraná, Ratinho Júnior.
Os bolsonaristas estão preocupados com a possibilidade de o presidente escolher Bertolucci ou Blasi devido às ligações – atuais ou num passado recente – de ambos com o PT.
Bertolucci é próximo do deputado federal Henrique Fontana. Doou 1 mil reais para a campanha do petista em 2014. Em março do ano anterior, citou nominalmente o parlamentar em seu discurso de posse como presidente da seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil.
Já Blasi é apontada como esquerdista por ser próxima da deputada estadual petista Luciana Carminatti. O laço entre as duas catarinenses se formou por conta da defesa da vacinação contra a Covid. Para Bolsonaro e apoiadores, isso é a morte.

