Como já esperado, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quarta-feira (26), por unanimidade, tornar réu o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
O voto de Moraes para aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República, na integralidade, foi seguido pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux.
Bolsonaro assistiu à sessão do gabinete do filho Flávio Bolsonaro no Senado. Ontem (25) ele esteve o dia todo no Supremo. Logo após o resultado, Bolsonaro publicou no X que o julgamento se trata de um “teatro processual disfarçado de Justiça” para tirá-lo da disputa eleitoral de 2026.
– Estão com pressa. Muita pressa. O processo contra mim avança a uma velocidade 14 vezes maior que o do Mensalão e pelo menos 10 vezes mais rápida que o de Lula na Lava Jato.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) March 26, 2025
– E o motivo? Nem tentam mais esconder. A própria imprensa noticia, abertamente e sem rodeios, que a… pic.twitter.com/JadGJP6FBR
Além do ex-presidente da República, também se tornaram réus o deputado federal Alexandre Ramagem (PL do Rio de Janeiro), o almirante e ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o general da reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno, o tenente-coronel e o ex-ajudante de ordens da Presidência da República Mauro Cid, o general e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e o general da reserva e ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto.

