A desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo foi aposentada compulsoriamente na terça-feira (10) pelo Conselho Nacional de Justiça por manter um esquema de rachadinha em se gabinete desde 2016.

A decisão foi tomada por unanimidade. Apenas os conselheiros João Paulo Schoucair e José Rotondano não votaram, pois se declararam impedidos. Ambos são da Bahia. A desembargadora receberá salário proporcional ao tempo em que ficou no cargo.

Rachadinha é um esquema de desvio de dinheiro público pelo qual servidores devolvem parte do salário à chefia. Segundo o CNJ, para facilitar exigência de parte dos salários dos funcionários, Sandra Inês contratava pessoas próximas a ela e sem qualquer experiência jurídica.

A desembargadora Sandra Inês é ré em outra ação penal que tramita no Superior Tribunal de Justiça, acusada de fazer parte de um esquema de venda de sentenças para grilagem de terras no oeste do estado. O caso é investigado pela Polícia Federal numa série de ações chamada de operação Faroeste.

Leia o que o Bastidor já publicou sobre as investigações no TJ da Bahia e a decisão proferida pelo Conselho Nacional de Justiça na terça-feira (10):