Parlamentares da oposição já foram alertados pelo possível comando da CPMI do 8 de janeiro que a comissão não priorizará as versões de bolsonaristas que atribuem a militantes de esquerda infiltrados a responsabilidade pelos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília.
Como mostrou O Bastidor, essa era uma das apostas de deputados e senadores do PL. A outra leva em conta uma suposta omissão (dolosa ou culposa) do governo Lula.
O colegiado, que terá maioria governista, vai se debruçar sobre os financiadores e se as invasões foram vandalismo ou uma tentativa de golpe de Estado.
O favorito para ocupar a presidência da comissão, Arthur Maia (União Brasil-BA), tem descartado interpretações que joguem sobre a gestão petista a maior responsabilidade sobre os atos.
O Palácio do Planalto considera que conseguiu reverter o cenário que era desfavorável na composição do colegiado. Os aliados escalaram nomes que ganharam destaque na CPI da Covid, em 2021: Omar Aziz (PSD-AM), Otto Alencar (PSD-BA), Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), Eliziane Gama (PSD-MA), Fabiano Contaratto (PT-ES) e Rogério Carvalho (PT-ES).
A CPMI começará os trabalhos nesta semana e deve ter, além de Maia como presidente, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) como relator. O esvaziamento da comissão mista fez a oposição mirar a CPI do MST.

