Governistas no Congresso vislumbram algumas pedras no caminho do governo para manter vetos importantes do arcabouço fiscal e do Carf, adiados por falta de acordo nesta quinta (23), e da desoneração da folha de pagamento de empresas e prefeituras.

O movimento para adiar a votação dos vetos ocorreu porque se daria justamente ontem, quando expirava o prazo para que Lula vetasse ou não a desoneração da folha de pagamento.

São 17 os setores beneficiados pela desoneração e seus lobistas pressionaram senadores e deputados pela manutenção. Mais: o Congresso decidiu incluir as prefeituras no benefício num ano pré-eleitoral —parlamentares são muito sensíveis às eleições locais.

O tema será mais um com potencial de perda de arrecadação – cerca de R$ 9 bilhões anuais -, o que prejudica a cruzada do ministro Fernando Haddad (Fazenda) conseguir o déficit zero.

Também foi de Haddad a sugestão de vetar o perdão de dívidas no Carf e a trava que impede o governo de tirar alguns gastos da meta fiscal na lei do arcabouço.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, prometeu a Lula que seu voto contra o Supremo Tribunal Federal na quarta (22) ajudaria a garantir as aprovações necessárias à área econômica. Será cobrado.