As articulações para a eleição que definirá os próximos presidentes do Senado e da Câmara têm colocado em lado opostos dois correligionários: Davi Alcolumbre (AP) e Elmar Nascimento (BA).

Ambos, como já mostrou o Bastidor (aqui), almejam o comando das casas, mas a resistência de aliados em ter o mesmo partido na presidência da Câmara e do Senado iniciou uma corrida entre eles para ver quem é o candidato mais viável.

O senador, além de contar com o apoio do presidente da casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), esteve com Gilberto Kassab, que preside o PSD, para uma negociação que envolve o deputado Antônio Brito (PSD-BA) para o comando da Câmara.

Neste caso, Elmar Nascimento, considerado por muitos deputados o preferido de Arthur Lira (PP-AL), seria rifado. “É preciso combinar com os russos”, disse ao Bastidor um deputado. O russo, no caso, é o presidente da Câmara.

Nesse acordo, o PSD, que tem a maior bancada no Senado, desistiria de lançar candidato – Otto Alencar (BA) é um nome.

Alcolumbre chegou a ensaiar uma aproximação com o MDB – comenta-se a possibilidade de ele mudar de partido -, mas Renan Calheiros tem batido o pé que será candidato. Eduardo Braga (AM), da mesma legenda, também briga pela vaga.

Os movimentos recentes de Alcolumbre e de Pacheco, como mostrou o Bastidor, são uma tentativa de angariar votos de parlamentares bolsonaristas.

Na Câmara, além de Brito e Elmar, há outros dois possíveis nomes na disputa: Marcos Pereira (Republicanos-SP) e Felipe Carreras (PSB-PE).