A celeuma que se abriu com a decisão da Anvisa de negar a importação da Sputnik desnorteou os governadores que encomendaram a vacina. Reservadamente, alguns deles reclamam do silêncio da União Química, com quem fizeram negócio.

Desde ontem, são os russos que comandam diretamente o contra-ataque político e midiático à Anvisa. Fernando Marques, presidente da União Química, concedeu apenas entrevista protocolar. O lobista Rogério Rosso, ponte com o Congresso e os negociantes russos, está quieto.

Pressionados, os governadores querem que a União Química dê explicações públicas e arque com o custo político do desastre previsível de ontem.

A União Química, porém, precisa ter uma relação razoável com a Anvisa. Depende da agência para produzir, importar e vender produtos farmacêuticos. Prefere deixar a pior parte da bronca com os russos.